Um grupo de pesquisadores (Takamori et. al.,2017)
publicaram recentemente, na Genetics and Molecular Research, uma pesquisa onde
conclui que o álcool pode ativar genes significativamente associadas ao risco
de câncer bucal.
Do ponto de vista epidemiológico, o
consumo de álcool está associado ao surgimento do câncer bucal ao interferir
nos mecanismos de síntese e reparo do DNA. Do ponto de vista genético, os
alelos variantes nos genes que codificam as enzimas do álcool (CYP2E1 e ADH) e
o metabolismo do acetaldeído (ALDH2) podem desempenhar um papel importante na
gênese do câncer bucal. As ações diretas ou indiretas do álcool no DNA aumentam
o risco de câncer bucal de acordo com o período de exposição, e o risco é
significativamente reduzido após cessar a exposição. A incidência de câncer
bucal é maior em indivíduos entre 50 e 70 anos, mas alguns estudos indicam uma
tendência decrescente de idade.
Aproximadamente 80% dos cânceres bucais são
atribuídos ao consumo isolado de tabaco ou ao consumo de álcool e tabaco. A
literatura epidemiológica documentou extensivamente uma associação entre
consumo de álcool e câncer bucal, bem como uma susceptibilidade hereditária
genética.
Na pesquisa, o grupo de amostra foi
formado por 301 pacientes, sendo 159 controles sem antecedentes de câncer
e 142 pacientes com câncer bucal. O DNA genômico foi extraído de amostras
de sangue periférico e os genótipos foram determinados por PCR-RFLP. Identificou-se
que o vício do álcool aumenta aproximadamente 2,5 vezes o risco de desenvolver
câncer bucal quando comparado a indivíduos que não consomem álcool. Consumir
mais de 30g / dia de álcool aumenta aproximadamente 3 vezes o risco de câncer
bucal quando comparado com um menor consumo.
Fonte: Takamori et. al.,2017. Alcohol
metabolizing gene polymorphisms and their relationship with oral cancer risk
and clinicopathological features. Genet.
Mol. Res.: 16(4): 1-13. DOI: 10.4238/gmr16039829.







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