Um dos
principais sindicatos da Grã-Bretanha está pedindo que as escolas sejam
proibidas de vender bebidas energéticas a crianças menores de 16 anos devido à
grande quantidade de cafeína que elas contêm. Essas bebidas podem causar dores
de cabeça e palpitações, além de contribuir para o mau comportamento. Na
Europa, as crianças até 10 anos estão comprando as bebidas a um custo mais
barato do que a água e as bebidas efervescentes (NASUWT).
Dados
da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não
Alcoólicas (Abir) apontam que as vendas de energéticos no Brasil tiveram um
crescimento de 152% nos últimos dez anos.
Uma
lata de 500 ml de bebida energética contém cerca de 160 mg de cafeína, que é
equivalente a duas doses de café expresso. A Autoridade Europeia de Segurança
Alimentar recomenda que crianças de 11 anos consumam não mais de 105mg de
cafeína por dia e as latas exibem avisos de que as bebidas são não recomendadas
para crianças.
Os
pesquisadores apontam que os jovens do Reino Unido estão entre os maiores
consumidores de bebidas energéticas, em comparação com os de outros países
europeus. No Reino Unido, as vendas das bebidas aumentaram 185% entre 2006 e
2015, com 672 milhões de litros consumidos em 2015 e um valor de mercado total
superior a £ 2 bilhões (News-Medical.Net, 2017).
Considerado
um dos maiores do mundo, o mercado brasileiro de bebidas energéticas movimenta
cerca de R$ 1,5 bilhões por ano. Apenas em 2015, estima-se que foram consumidas
no país mais de 390 milhões de latas e, de acordo com pesquisas especializadas,
o brasileiro quer mais (Exame, 2016).
Na
Europa, os governos estão sendo
convidados a considerar como ilegal a venda de
bebidas energéticas para crianças menores de 16 anos nas instalações das
escolas (News-Medical.Net, 2017).
As
bebidas energéticas foram criadas por um empresário austríaco em 1989. Sua
principal função é a de fornecer mais energia, através da estimulação do metabolismo.
São compostas de vitamina B, ingredientes de ervas exóticas e metilxantinas, cafeína,
ginkgo biloba, glucoronolactona, creatina, maltodextrina, taurina, inositol, guaraná
e ginseng, sendo esta a combinação perfeita para dar mais energia. A cafeína
atua como estimulante no Sistema Nervoso Central (SNC), o que acaba resultando
no aumento da atenção pela liberação de adrenalina e de cálcio, que auxiliam nas
contrações musculares mais afetivas. A princípio, os energéticos foram
desenvolvidos para o público noturno, sendo comercializados como uma bebida
revigorante. No entanto, hoje, o perfil do consumidor é mais amplo: abrange pessoas
de diversas idades e é usado para os mais variados fins (FOOD INGREDIENTS
BRASIL, 2012).
Por: R. Borges; folhacientifica.com.br 11 de dezembro de 2017







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