Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/mundo/2020
De acordo com Calum Semple, as
crianças transmitem menos devido às diferenças no número e localização dos
receptores ACE2 no trato respiratório; esses receptores são usados pelo vírus
para se ligar às células hospedeiras. Acredita-se que as crianças tenham menos
receptores ACE2 do que os adultos. E, enquanto os adultos têm esses receptores
em todas as vias aéreas, as crianças podem tê-los apenas no trato respiratório
superior, diz Semple. Isso poderia explicar por que o vírus parece não se
alastrar em crianças pequenas.
Outros pesquisadores sugeriram
que as crianças podem estar mais protegidas contra patógenos desconhecidos do
que os adultos, porque elas têm um sistema imunológico inato mais responsivo e
um maior número de células T imunológicas ingênuas. Mas são necessárias mais
evidências para estabelecer se esse é o caso.
O custo do fechamento de
escolas - em termos de educação perdida, exposição potencial a abusos e, em
alguns países, o fim prematuro da escolaridade em favor do trabalho ou do
casamento - pode ter impactos sociais devastadores que afetam uma geração de
crianças. Um relatório da instituição de caridade Save the Children em outubro
passado previu que, até o final de 2020, meio milhão de crianças a mais do que
o normal no mundo teriam sido forçadas a se casar, e mais um milhão ficariam
grávidas, como resultado indireto do COVID- 19.
Segundo Catherine Bennett, epidemiologista da Deakin University em Melbourne, fechar escolas pode ter consequências indesejadas. Manter as crianças em casa pode aumentar a transmissão doméstica se os pais trouxerem babás para suas casas. Já outros cientistas acham que os governos devem agir rapidamente quando há um aumento nas infecções, incluindo o fechamento de escolas. George Milne, que lidera a modelagem COVID-19 na University of Western Australia em Perth, diz: “É melhor ir duro cedo e [depois] relaxar.”
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