This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os cães ajudaram a humanidade a sobreviver



Os cientistas continuam tentando compreender quando e como, há milhares de anos, começou a relação dos humanos com os cães. Entalhes descobertos recentemente na Arábia Saudita, que mostram homens e cães caçando juntos, e controlados por correias, ajudam a compreender algo muito mais importante: sem os primeiros animais que domesticamos, nossa sobrevivência como espécie teria sido muito mais complicada, talvez impossível.
Entalhes de cachorros e humanos datados de 8.0009.000 anos na Arábia Saudita.

Os trabalhos sobre a origem do cão se baseiam de um lado em pesquisas do DNA antigo para descobrir quando se separou do lobo — as hipóteses mais recentes apontam para que os primeiros surgiram há cerca de 33.000 de anos na Ásia — e em tentar deduzir a forma como ocorreu a domesticação — as hipóteses afirmam que foram eles que nos domesticaram, aproximando-se dos acampamentos em busca de comida.

Os entalhes descobertos recentemente no noroeste da Arábia Saudita, nos sítios arqueológicos de Shuwaymis e Jubbah, representam um grande avanço: estão entre as imagens mais antigas de cães, já que têm entre 8.000 e 9.000 anos (tudo indica que são as mais remotas, apesar de haver uma cerâmica de oito milênios no Irã com cães), mas, sobretudo, são as primeiras que mostram o trabalho conjunto com os humanos. 

No total aparecem em 350 entalhes e em vários é possível vê-los claramente caçando, às vezes presos por correias, acompanhando homens armados. Por sua aparência poderia se tratar de uma raça que ainda existe: os cães de Canaã. Um problema é que as datações não são diretas, mas se baseiam em sítios de seu entorno, o que sempre cria controvérsias. “As imagens nos mostram que os caçadores controlavam os cães e que os usavam para suas estratégias de caça, muito antes que outros animais, como vacas e cabras, tivessem sido domesticados. 

Até agora não estava claro se os cães se sentiam atraídos pelos acampamentos humanos ou se foram ativamente domesticados”, explica Maria Guagnin, pesquisadora associada do Instituto Max Planck, atualmente na Universidade Livre de Berlim e uma das autoras do trabalho, publicado no Journal of Anthropological Archaeology. “O uso de cães aumenta as possibilidades de caçar e ajuda os humanos a sobreviver, especialmente quando a comida é escassa e só está disponível em certos momentos do ano”, acrescenta Guagnin.

O momento em que acaba o lobo e começa o cachorro não foi ainda determinado pela ciência. Mas, os desenhos da Arábia Saudita abrem uma nova perspectiva, porque a relação ficou gravada em pedra. “Muito provavelmente tinham uma grande importância para os homens, porque estão conectados por correias. Tudo isso sugere que sua presença na caça era muito útil e que as presas podiam ser encontradas e mortas muito mais facilmente graças aos cães”, afirma Germonpré. Robert Losey, professor de Antropologia na Universidade de Alberta (Canadá) e um dos grandes estudiosos da relação entre cães e homens, afirma por sua vez que “essas imagens indicam que vivemos próximos aos cães há milhares de anos. E que caçamos com cães há milênios. Suspeitava-se disso há muito tempo, mas até agora não tinha sido demonstrado com evidências arqueológicas”. Perguntado sobre se os cães nos ajudaram a sobreviver, o professor Losey é enfático: “Sem dúvida alguma. Em certas situações, os cães podem aumentar muito nossas habilidades. Se não estivessem conosco, é muito possível que não estivéssemos aqui”.

Um caso interessante desta relação, nos tempos atuais, é o caso do cão argentino que morreu recentemente. Há 11 anos, o vira-lata Capitán atravessava diariamente o cemitério municipal da localidade de Villa Carlos Paz (província de Córdoba, Argentina) por volta das 18h para se deitar junto ao túmulo de seu dono, Miguel Guzmán, que morreu em 2006. O fiel cão tinha 16 anos. Sofria de insuficiência renal crônica, o que lhe provocava vômitos e um estado de sonolência. Havia perdido a visão e mal conseguia caminhar. Apesar disso, Capitán continuava cumprindo o seu compromisso de permanecer ao lado dos restos do seu dono. No último domingo, porém, os zeladores do local não o viram passear entre as tumbas, como de costume; em vez disso, o encontraram caído num banheiro do cemitério, sem vida.
O cachorro Capitán sentado junto ao túmulo do seu dono, em Córdoba (Argentina)

Segundo a família de Guzmán, o cachorro sumiu dias depois da morte do homem. Deram-no por perdido até que, um ano depois, durante uma visita ao cemitério, encontraram-no vigiando a sepultura. “Quando fomos com meu filho ao cemitério, o encontramos por lá. Damián começou a gritar, e o cachorro se aproximou de nós ganindo, como se chorasse”, relatou a viúva de Guzmán ao La Voz. A família contou que tentou levar o animal de volta para casa, mas após várias tentativas o bicho voltava para junto dos restos de seu dono.

Vários moradores de Villa Carlos Paz pediram que Capitán seja enterrado junto com Guzmán e que um monumento seja construído para recordar sua história. Por razões legais, fontes municipais anteciparam que é possível que seus restos sejam depositados em uma praça em frente ao cemitério. “Este cão nos dá uma lição. Os humanos deveriam valorizar mais as lembranças dos que se vão. Os animais nos ensinam muita fidelidade”, disse o diretor do cemitério, Héctor Baccega, ao jornal Clarín.

No entanto, as vezes esta relação é conturbada, a poucos meses do início da Copa do Mundo de 2018  na Rússia, um deputado desse pais denunciou a matança de milhares de cachorros que vivem nas ruas das cidades que sediarão o torneio. As autoridades regionais, de acordo com o deputado, seguem ordens para estabelecer uma operação para acabar com a vida de centenas e centenas de animais de rua. Os cachorros de rua são comuns nas cidades russas devido à resistência pública a esterilizar animais de estimação. No mês passado, o vice-primeiro ministro da Federação Russa, Vitaly Mutko, estimou que existam cerca de dois milhões de animais de rua nas cidades-sede e pediu que o problema fosse resolvido de forma humanitária.
Um cachorro na rua Tverskaya de Moscou em dezembro passado.

O chefe do comitê de proteção ambiental cobrou que os cães de rua sejam colocados em centros de detenção temporária e esterilizados. Em sua opinião, essa medida não seria mais dispendiosa do que matá-los e melhoraria a imagem da Rússia: “Esses sinais preocupantes devem cessar, a reputação do nosso país está em jogo. Não somos selvagens realizando massacres em massa de animais nas ruas, puxando seus corpos ensanguentados em caminhonetes e levando-os pela cidade”. E acrescentou: “Com o mesmo dinheiro é possível fazer facilmente a captura, a vacinação, a esterilização e colocar os animais nos centros de detenção”. Em resposta à carta, o ministro dos Esportes afirmou que havia ordenado às cidades-sede que utilizassem métodos humanitários para evitar uma reação pública negativa, de acordo com o jornal Parlamentskaya Gazeta.

Por: Raimundo Borges
Fonte: https://brasil.elpais.com

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A exposição química ambiental pode contribuir para aumentar a prevalência do autismo.

Os distúrbios do espectro do autismo (ASD) são condições de desenvolvimento altamente heterogêneas caracterizadas por déficits na interação social, comunicação verbal e não verbal e padrões de comportamento obsessivos / estereotipados e movimentos repetitivos. As deficiências de interação social são os déficits mais característicos no ASD. 
Também há evidências de linguagem e empatia empobrecidas, uma incapacidade profunda de usar comportamentos padrão não-verbais (contato visual, expressão afetiva) para regular interações sociais com os outros, dificuldades em mostrar empatia, falha no compartilhamento de gozo, interesses e conquistas com os outros e falta de reciprocidade social e emocional. Nos países desenvolvidos, agora é relatado que 1% -1,5% das crianças têm ASD. Apesar do intenso foco de pesquisa no ASD na última década, a etiologia subjacente permanece desconhecida. A pesquisa genética envolvendo gêmeos e estudos familiares apoia fortemente uma importante contribuição de fatores ambientais, além de fatores genéticos nas causas de autismo. Uma busca abrangente da literatura implicou vários fatores ambientais associados ao desenvolvimento de ASD. Estes incluem pesticidas, ftalatos, bifenilos policlorados, solventes, poluentes do ar, fragrâncias, glifosato e metais pesados, especialmente o alumínio utilizado em vacinas como adjuvante. A maioria desses tóxicos são alguns dos ingredientes mais comuns em cosméticos e herbicidas aos quais quase todos estamos regularmente expostos sob a forma de fragrâncias, maquiagem facial, colônia, purificadores de ar, sabores de alimentos, detergentes, inseticidas e herbicidas.
O Alumínio é uma neurotoxina e o adjuvante mais utilizado na fabricação de vacina. Em 2011, os canadenses, Tomljenovic e Shaw, investigaram se a exposição ao Alumínio de vacinas poderia contribuir para o aumento da prevalência de ASD no mundo ocidental. Os resultados mostraram que:
  • ·        crianças de países com maior prevalência de ASD parecem ter a maior exposição ao Alumínio de vacinas;  
  • ·        o aumento da exposição aos adjuvantes de Alumínio significativamente correlaciona-se com o aumento da prevalência de ASD nos Estados Unidos, observado nas últimas duas décadas;
  • ·        existe uma correlação significativa entre as quantidades de alumínio administradas a pré-escolares e a prevalência atual de ASD em sete países ocidentais, particularmente aos 3-4 meses de idade.

Recentemente, um grupo de pesquisadores do laboratório da Keele University, Staffordshire, Reino Unido, usaram espectrometria de absorção atômica de forno de grafite aquecida transversalmente para medir, pela primeira vez, o teor de alumínio do tecido cerebral de doadores com um diagnóstico de autismo. Eles também usaram um fluor de alumínio seletivo para identificar o alumínio no tecido cerebral usando microscopia de fluorescência. O teor de Alumínio do tecido cerebral no autismo foi consistentemente alto. Observou-se também que o Alumínio não estar associado somente a neurônios, ele estar presente, intracelularmente, em células tipo microglia e outras células não neuronais inflamatórias nas meninges, massa cinzenta e branca. 

A preeminência de alumínio intracelular associada a células não neuronais foi uma observação destacada no tecido cerebral do autismo e pode oferecer pistas tanto sobre a origem do alumínio do cérebro quanto sobre um papel putativo na desordem do espectro autista. O trabalho dos pesquisadores foi publicado no periódico Journal of Trace Elements in Medicine and Biology, volume 46, março de 2018, páginas 76-82.

Por: Raimundo Borges

Descoberto o maior número primo, com 23 milhões de dígitos


Um engenheiro elétrico norte-americano de 51 anos, Jonathan Pace, descobriu o maior número primo conhecido até a data, com mais de 23 milhões de dígitos, de acordo com um comunicado de sua equipe. Os números primos são aqueles que só podem ser divididos por si mesmos e pela unidade, como 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17... São considerados os átomos da matemática, seus tijolos indivisíveis, já que qualquer número inteiro pode ser decomposto como o produto de números primos. Por exemplo, 12 é 3 x 2 x 2, decompostos em primos.
Início do maior número primo conhecido até a data.

O número encontrado por Pace pertence a uma família especial de números primos, a dos primos de Mersenne. Eles obedecem à forma 2n - 1. Por exemplo, 22 - 1 = 3, então 3 é o primeiro primo de Mersenne. No ano de 1588, o matemático italiano Pietro Cataldi mostrou que 217 - 1 = 131.071, o maior primo de Mersenne até então. Em todos esses séculos, a humanidade só encontrou 49 primos desta família. Aquele detectado agora por Pace é o quinquagésimo. É obtido com a fórmula 277.232.917 - 1 e tem 23.249.425 dígitos, quase um milhão a mais que o recorde anterior, obtido há dois anos.

A busca por esses primos gigantescos não é mero passatempo, de acordo com Manuel de León, diretor do Instituto de Ciências Matemáticas (ICMAT), em Madri. O algoritmo criptográfico RSA, usado para garantir a segurança da troca de informações na WEB, baseia-se nessa decomposição de números inteiros em números primos. Quanto maiores forem estes, mais difícil será quebrar o código. As transações comerciais pela Internet e a privacidade das comunicações dependem em parte dos números primos. 

Jonathan Pace mora em Germantown, uma pequena cidade nos arredores de Memphis, e trabalha para a empresa de logística FedEx. Ele é um dos milhares de voluntários do GIMPS, um projeto colaborativo para procurar números primos de Mersenne pela Internet, por meio de um programa gratuito desenvolvido pelos cientistas da computação George Woltman, Scott Kurowski e Aaron Blosser. Pace manteve um computador pessoal com um processador Intel i5-6600 trabalhando durante seis dias sem parar para provar que 277.232.917 - 1 é um número primo. Receberá uma recompensa de 3.000 dólares (cerca de 9.700 reais). A Fundação Fronteiras Eletrônicas, com sede em San Francisco (EUA), oferece 150.000 dólares para a primeira pessoa que encontrar um número primo de 100 milhões de dígitos.

Fonte: https://brasil.elpais.com

A dieta cetogênica pode atrasar os efeitos do envelhecimento, dizem especialistas


Segundo os pesquisadores, um sexto da população americana é maior de 65 anos. O risco de doença cardíaca e outras condições associadas ao envelhecimento é elevado nessa população e coloca um enorme fardo no sistema de saúde.
As novas descobertas, que foram publicadas na revista Science, pode ajudar a reduzir o risco de doenças relacionadas à idade, como doenças cardíacas , doença de Alzheimer e até mesmo câncer .
"Ao longo dos anos, estudos descobriram que a restrição das calorias retarda o envelhecimento e aumenta a longevidade, no entanto, o mecanismo deste efeito permaneceu evasivo", afirmou o Dr. Verdin, autor principal do papel e diretor do Centro para HIV e Envelhecimento da Gladstone.
Os pesquisadores descobriram que um composto químico chamado β-hidroxibutirato (βOHB), que é produzido pelo corpo humano durante a fome, desempenha um papel importante no processo de envelhecimento.
Seguindo uma dieta cetogênica ou dieta com baixas calorias também pode induzir a produção de β-hidroxibutirato (βOHB). Os autores do artigo acham que este produto químico pode ser a chave para o desenvolvimento de novas terapias para as condições relacionadas à idade.
Os corpos de cetona, incluindo o βOHB, são considerados tóxicos em altas concentrações. O surgimento destes corpos de cetona em diabéticos de tipo 1, por exemplo, pode levar a emergências médicas graves que ameaçam a vida. 

No entanto, os autores descobriram que níveis baixos desses corpos de cetona podem ser realmente benéficos, protegendo as células do corpo do " estresse oxidativo ", que se pensa ser um fator contribuinte para o envelhecimento.

Estudos anteriores mostraram que as restrições de calorias podem retardar o processo de envelhecimento e aumentar a longevidade, mas as razões por trás disso não estão bem caracterizadas.

Este estudo mostrou que o βOHB é a principal fonte de energia para o corpo durante o jejum, a fome e o exercício físico. Também pode bloquear certas enzimas que normalmente promovem o estresse oxidativo no organismo.

A equipe analisou os efeitos do βOHB em uma série de experimentos laboratoriais. Primeiro, eles testaram os efeitos deste composto em células humanas em uma placa de Petri.

Em seguida, eles tentaram avaliar os efeitos de uma dieta cetogênica em camundongos. Eles restringiram as calorias na dieta dos animais de laboratório e viram que as quantidades de βOHB aumentavam. Isso bloqueou os efeitos de uma enzima histona desacetilases, ou HDACs.

HDACs funcionam normalmente inibindo as ações de dois genes chamados são ativados. Após a ativação, os produtos desses genes protegem a célula do estresse oxidativo , reduzindo o dano genético às células que, de outra forma, levariam a envelhecer. Foxo3a e Mt2 . Consequentemente. Quando HDACs são bloqueados, Foxo3a e Mt2.

Tadahiro Shimazu, pós-doutorado e principal autor do documento, disse que a ligação entre βOHB, restrição calórica e antienvelhecimento poderia abrir novos caminhos para pesquisas sobre doenças relacionadas ao envelhecimento.

A equipe agora realizará mais estudos para ver os potenciais benefícios que uma dieta cetogênica poderia fornecer em relação às doenças do cérebro e do coração.

Fonte: www.news-medical.net

As crianças nascidas com síndrome de Down possuem genoma superior que compensa a deficiência



A síndrome de Down - também conhecida como trissomia do 21 - é uma desordem genética causada por um terceiro cromossomo adicional 21. Embora essa anormalidade genética seja encontrada em um em 700 nascimentos, apenas 20% dos fetos com trissomia 21 atingem o tempo completo. Mas como conseguem sobreviver ao primeiro trimestre da gravidez apesar desta pesada desvantagem? Pesquisadores das Universidades de Genebra (UNIGE) e Lausanne (UNIL) descobriram que crianças nascidas com síndrome de Down possuem um genoma excelente - melhor do que o genoma médio de pessoas sem anormalidade genética. É possível que este genoma compense as incapacidades causadas pelo cromossomo extra, ajudando o feto a sobreviver e a criança a crescer e se desenvolver. Você pode descobrir mais sobre essas descobertas na revista Genome Research.
Resultado de imagem para sindrome de down
A trissomia 21 é uma grave desordem genética, com quatro gestações de cinco não atingindo o termo naturalmente se o feto for afetado. No entanto, 20% dos conceitos com síndrome de Down nascem vivos, crescem e podem chegar aos 65 anos de idade. Como isso é possível? Pesquisadores da UNIGE e da UNIL hipotetizaram que os indivíduos nascidos com síndrome de Down possuem um genoma de alta qualidade que tem a capacidade de compensar os efeitos do terceiro cromossomo 21.

Variação, regulação e expressão todos testados

"O genoma consiste em todo o material genético que compõe um indivíduo", explica Stylianos Antonarakis, professor honorário da Faculdade de Medicina da UNIGE, que liderou a pesquisa. "É o genoma que determina o que se torna uma pessoa e faz com que ele cresça e envelheça, com ou sem doença. Alguns genomas são de melhor qualidade do que outros e também podem estar menos expostos a doenças como o câncer". Baseando seu trabalho na hipótese de uma qualidade do genoma, os geneticistas testaram a variação, regulação e expressão de genes de 380 indivíduos com síndrome de Down e os compararam a pessoas sem o transtorno genético.

O primeiro teste consistiu em observar a presença de variantes raras, ou seja, mutações genéticas potencialmente nocivas, em pessoas com Down's. Sabe-se que o cromossomo  pode ter diferentes variantes raras em suas duas cópias. Em uma pessoa com Down's, no entanto, as mutações raras  são idênticas para as três cópias do cromossomo 21 e em número limitado, reduzindo assim o total de variantes potencialmente deletérias.

Numa próxima etapa, os geneticistas estudaram a regulação dos genes no cromossomo 21. Cada gene possui interruptores que regulam sua expressão de forma positiva ou negativa. Como as pessoas com Down têm três cromossomos 21, a maioria desses genes estão sobreexpressa. "Mas descobrimos que as pessoas com síndrome de Down têm mais reguladores que diminuem a expressão dos 21 genes, permitindo compensar o excedente induzido pela terceira cópia", diz Konstantin Popadin, pesquisador do Centro de Genômica Integrativa da UNIL.

Finalmente, os pesquisadores se concentraram na variação da expressão gênica para os cromossomos de todo o genoma. Cada expressão de genes em uma escala de 0 a 100 faz parte de uma curva de propagação global, com a mediana - 50 - considerada a expressão ideal. "Para um genoma normal, as expressões oscilam entre 30 e 70, enquanto que para uma pessoa com síndrome de Down, a curva é mais estreita em torno do pico que é muito próximo de 50 para genes em todos os cromossomos", continua o professor Antonarakis. "Em outras palavras, isso significa que o genoma de alguém com Down se inclina para a média - ótimo funcionamento". De fato, quanto menores forem as variações de expressão gênica, melhor será o genoma.

Um genoma superior que compensa a deficiência

Os geneticistas UNIGE e UNIL foram capazes de testar as três funções de genomas de pessoas que sofrem de síndrome de Down. "A pesquisa mostrou que para uma criança com Down's para sobreviver a gravidez e depois crescer, seu genoma deve ser de maior qualidade para que possa compensar as deficiências causadas pela cópia extra do cromossomo 21", conclui Popadin. Essas conclusões também podem ser aplicadas a outros transtornos genéticos sérios em que as gravidezes atingem o termo completo.

Fonte: www.news-medical.net