sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A exposição química ambiental pode contribuir para aumentar a prevalência do autismo.

Os distúrbios do espectro do autismo (ASD) são condições de desenvolvimento altamente heterogêneas caracterizadas por déficits na interação social, comunicação verbal e não verbal e padrões de comportamento obsessivos / estereotipados e movimentos repetitivos. As deficiências de interação social são os déficits mais característicos no ASD. 
Também há evidências de linguagem e empatia empobrecidas, uma incapacidade profunda de usar comportamentos padrão não-verbais (contato visual, expressão afetiva) para regular interações sociais com os outros, dificuldades em mostrar empatia, falha no compartilhamento de gozo, interesses e conquistas com os outros e falta de reciprocidade social e emocional. Nos países desenvolvidos, agora é relatado que 1% -1,5% das crianças têm ASD. Apesar do intenso foco de pesquisa no ASD na última década, a etiologia subjacente permanece desconhecida. A pesquisa genética envolvendo gêmeos e estudos familiares apoia fortemente uma importante contribuição de fatores ambientais, além de fatores genéticos nas causas de autismo. Uma busca abrangente da literatura implicou vários fatores ambientais associados ao desenvolvimento de ASD. Estes incluem pesticidas, ftalatos, bifenilos policlorados, solventes, poluentes do ar, fragrâncias, glifosato e metais pesados, especialmente o alumínio utilizado em vacinas como adjuvante. A maioria desses tóxicos são alguns dos ingredientes mais comuns em cosméticos e herbicidas aos quais quase todos estamos regularmente expostos sob a forma de fragrâncias, maquiagem facial, colônia, purificadores de ar, sabores de alimentos, detergentes, inseticidas e herbicidas.
O Alumínio é uma neurotoxina e o adjuvante mais utilizado na fabricação de vacina. Em 2011, os canadenses, Tomljenovic e Shaw, investigaram se a exposição ao Alumínio de vacinas poderia contribuir para o aumento da prevalência de ASD no mundo ocidental. Os resultados mostraram que:
  • ·        crianças de países com maior prevalência de ASD parecem ter a maior exposição ao Alumínio de vacinas;  
  • ·        o aumento da exposição aos adjuvantes de Alumínio significativamente correlaciona-se com o aumento da prevalência de ASD nos Estados Unidos, observado nas últimas duas décadas;
  • ·        existe uma correlação significativa entre as quantidades de alumínio administradas a pré-escolares e a prevalência atual de ASD em sete países ocidentais, particularmente aos 3-4 meses de idade.

Recentemente, um grupo de pesquisadores do laboratório da Keele University, Staffordshire, Reino Unido, usaram espectrometria de absorção atômica de forno de grafite aquecida transversalmente para medir, pela primeira vez, o teor de alumínio do tecido cerebral de doadores com um diagnóstico de autismo. Eles também usaram um fluor de alumínio seletivo para identificar o alumínio no tecido cerebral usando microscopia de fluorescência. O teor de Alumínio do tecido cerebral no autismo foi consistentemente alto. Observou-se também que o Alumínio não estar associado somente a neurônios, ele estar presente, intracelularmente, em células tipo microglia e outras células não neuronais inflamatórias nas meninges, massa cinzenta e branca. 

A preeminência de alumínio intracelular associada a células não neuronais foi uma observação destacada no tecido cerebral do autismo e pode oferecer pistas tanto sobre a origem do alumínio do cérebro quanto sobre um papel putativo na desordem do espectro autista. O trabalho dos pesquisadores foi publicado no periódico Journal of Trace Elements in Medicine and Biology, volume 46, março de 2018, páginas 76-82.

Por: Raimundo Borges

0 comentários:

Postar um comentário