domingo, 12 de novembro de 2017

Maçã geneticamente modificada chega às lojas dos EUA, os consumidores morrerão?


Pela primeira vez, os americanos do meio-oeste dos Estados Unidos, poderão comprar maçãs em fatias. Por causa de uma façanha da engenharia genética, agora será possível comer parte de uma maçã e deixar fatias para lanchar depois. Isso porque uma modificação genética impede que sua poupa escureça e murche quando exposta ao ar.


A maçã à direita é geneticamente modificada - falta um gene que codifica uma enzima que faz com que as células das plantas murchem com a exposição ao oxigênio.


A "Maçã do Ártico" é um dos primeiros alimentos a receber uma modificação genética para uma característica destinada a favorecer os consumidores e não aos agricultores. Muitas empresas de biotecnologia que desenvolvem alimentos geneticamente modificados, estão ansiosas para saber da aceitação dos consumidores. Se a maçã for bem vendida, abrirá caminho para outros Organismos Geneticamente Modificados (OGM), como:  hambúrgueres sem carne, feitos com proteína de soja produzida por fermento recombinante, filetes de peixes cultivados a partir de células estaminais de frutos do mar e cogumelos cujos genomas foram editados com tecnologia CRISPR . A maioria desses itens ainda não chegou ao mercado.

A reação do consumidor não é a única preocupação para os desenvolvedores de alimentos geneticamente modificados ou de outros laboratórios que desejam vender seus produtos nos Estados Unidos. Um dos principais obstáculos é o processo de regulamentação dos EUA, que envolve um complicado emaranhado de agências federais - e, para muitas empresas, um caminho pouco claro. Os reguladores dos EUA avaliaram a maçã do Ártico durante cinco anos antes de aprová-la para venda, mas passaram apenas dois anos revendo uma batata transgênica  desenvolvida pela empresa agrícola JR Simplot de Boise, Idaho.

Fonte: Nature
551,
149–150
()
doi:10.1038/551149a



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