Um novo estudo encontrou uma ligação entre a duração do sono e uma medida da saúde cromossômica nos espermatozódes. Os resultados foram publicados no Journal of Sleep Research.

Este estudo explora se a duração do sono está associada à integridade da cromatina espermática. Para isso, foram analisados espermas de 796 voluntários do sexo masculino de faculdades em Chongqing (China) de 2013 a 2015. A integridade do material genético dos espermatozoides foi examinada através do exame da estrutura da cromatina espermática (complexo de DNA e proteínas que forma cromossomos) e de ensaio cometa (técnica que avalia a toxidade do DNA).
O estudo definiu 7 - 7,5 horas de sono por dia, como parâmetro de referência. Os resultados mostraram que sono com duração maior ou menor que os valores de referencia foram associadas a imaturidade da cromatina espermática. Voluntários com mais de 9 horas por dia de sono e aqueles com 6,5 horas ou menos de sono por dia tinham 41% e 30% maior proporção de esperma com cromatina anormal do que os voluntários com 7 a 7,5 horas por dia de sono.
Os pesquisadores já haviam descoberto, em estudo anterior, que a duração do sono tem uma associação inversa, em forma de U, com o volume de sêmen e a contagem de esperma total. Esses dois parâmetros de sêmen foram maiores quando o sono foi de 7,0 a 7,5 horas por dia, e o sono mais longo ou mais curto foi associado à diminuição dos dois parâmetros de sêmen ".
O estudo concluiu que a duração do sono está associada à integridade da cromatina espermática. No entanto, são necessários mais pesquisas para validar esses achados e investigar o mecanismo subjacente a essa associação.
Danos no componente genético dos espermatozoides parece ser a causa de subfertilidade ou infertilidade na maioria dos casos em que não se conhecem as causas específicas da infertilidade masculina. Isto foi revelado por uma pesquisa liderada por Roman Rybar, do departamento de Genética e Reprodução do Instituto de Pesquisa Veterinária da República Tcheca (publicado em: Fisrt International Journal of Andrology, v. 41, 2009).
Por: Raimundo C. Borges
www.folhacientifica.com.br/outubro de 2017.
Por: Raimundo C. Borges
www.folhacientifica.com.br/outubro de 2017.







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